Arquivo do mês: setembro 2014

Genoíno quase morreu na Papuda… ou melhor, quase foi morto!

Eu já denunciei aqui neste blog PIG a farsa do Laudo Médico da UnB… Uma vergonha para a Medicina Brasileira. Mas, detalhes agora foram revelados de quando basicamente tentaram matar Genoíno. O juiz Bruno Andre Ribeiro simplesmente impediu a remoção de Genoíno ao Incor.

Genoíno teve que ser levado “escondido” do juiz para receber atendimento que protegesse sua vida.

Abaixo trecho (e o link para matéria completa) do blog Jornal GGN…

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As implicações do caso

O depoimento de Larissa levanta uma questão grave.

Fica claro que a atuação política do Ministro Joaquim Barbosa, do juiz da VEP Bruno André Ribeiro e e de procuradores do Ministério Público do Distrito federal – especialmente a procuradora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa – , ignorando as informações colhidas na Papuda colocaram em risco a vida de Genoíno.

Há que se apurar as responsabilidades.

A do juiz Bruno é evidente. Foi pessoalmente informado sobre o risco de morte para Genoíno. E ele desconsiderou a informação e proibiu a remoção de Genoíno para o hospital.

Em relação às juntas médicas que atestavam a suposta boa saúde de Genoíno. Se as condições do paciente estavam sujeitas a alterações – conforme atestado pelo cardiologista da Papuda – como pode um laudo médico basear-se exclusivamente em laudos obtidos em condições ideais de repouso, se o laudo serviria para mantê-lo justamente onde sua saúde piorava?

Não se sabe ainda até que ponto essas informações chegaram ou não a Joaquim Barbosa.

Mas não dá para varrer para baixo do tapete esses episódios. Houve uma ação deliberada que submeteu Genoíno a risco de morte e só não se consumou devido ação abnegada de funcionários públicos exemplares.

Esse trabalho macabro só foi interrompido quando o Ministério Público Federal entrou no caso e, através da Procuradora Geral em exercício, Ela Wiecko, colocou bom senso no episódio e interrompeu o massacre.

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Eu sabia que já tinha visto esta favela pegar fogo antes! (com atualização)

Quando bati os olhos no google Terra no endereço indicado na matéria sobre o incêndio em uma favela de São Paulo neste final de semana, imediatamente reconheci a cena. Sabia que já tinha visto outro incêndio naquela favela. Curiosamente o endereço na matéria anterior (2012) é o da rua menos conhecida – R Xavier Golveia.

O incêndio anterior que desabrigou mais de 1.000 pessoas foi no dia 03 de setembro de 2012.

O incêndio atual ocorre pois exatamente dois anos depois, no mesmo início de setembro, e desabriga também mais de 1.000 pessoas (na verdade, segundo a matéria mais de 600 famílias).

O coordenador municipal da defesa civil da Prefeitura de São Paulo desde agosto (2014) não é mais o cel. Jair Paca, mas o engenheiro Milton Roberto Persoli.

Aguardemos que os incêndios de São Paulo não sejam explicados como obras da combustão espontânea, como antes era feito. O cel Jair Paca ficou conhecido aqui neste blog pela constante sonegação de informações à CPI dos incêndios em favelas… aquela CPI de fachada que não queria investigar nada e que na prática, nunca se reuniu de fato.

favela incêndio 2014 01

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http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/09/haddad-diz-que-pretende-desapropriar-area-incendiada-e-erguer-500-moradias.html

“Nós ontem tomamos uma decisão. Aquele terreno, onde houve o incêndio, nós pretendemos desapropriar para construir 500 unidades habitacionais”, declarou.  “E [vamos] oferecer para as famílias que foram afetadas pelo incêndio o bolsa aluguel até que a obra fique pronta”.

Segundo Haddad, a obra deve durar entre 18 e 24 meses, mesmo período em que as famílias podem receber o auxílio aluguel. O prefeito quer “fazer um pacto” com os moradores para evitar que a área seja novamente ocupada. “Nós estamos levando hoje para a comunidade essa proposta para que eles não reocupem e aguardem a construção”, disse.”