Notícias de Passo Pirajú, por Pedro Rios Leão

LEIA TAMBÉM A NOTA OFICIAL DA SECRETARIA GERAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA (AQUI)

Pedro Rios Leão esteve em Pinheirinho, São José dos Campos, e depois protestou acorrentado em frente à Rede Globo. Há um mês iniciou uma viagem de bicicleta pelo país, saindo do Rio de Janeiro, passando pelo Espírito Santo, e chegando à Bahia. Foi quando a viagem de Pedro o colocou frente a frente com a questão o povo Guarani Kaiowá. Voltou ao Rio de Janeiro e se preparou para ir ao Mato Grosso do Sul. Local onde se encontra agora.Pedro Rios Leao

“Opa, desculpa sumida. Estou imerso há 3 dias na aldeia de Passo Piraju, sou o único branco no lugar e não consegui acessar a internet, estou tentando conseguir uma antena para estender meu contato até lá.

O clima é muito tenso, o despejo foi decretado.

Sexta feira, enquanto o latifundiário Gino Ferreira, ex-vereador, cobrava o despejo, uma índia em pielyto kwe foi espancada e violentada enquanto transitava para fora da aldeia.

Ela estava em um carro com outros índigenas e foi a única que não conseguiu escapar. A caminhonete que interceptou o carro pertence ao Zé Roberto, prefeito da cidade de Iguatemi.
O deputado Fernando Gabeira esteve em Dourados e queria visitar Passo Piraju e Pielyto Kwe, foi impedido pela própria FUNAI que também impediu que as lideranças indígenas chegassem perto do deputado.

O clima é de bárbarie total e a minha presença incomoda e muito os fazendeiros.”

“Consegui analisar alguns documentos, entendo a urgência que muitos que me acompanham esperam mas a informação necessária é simples: está acontecendo um massacre, e nem a demarcação resolve, porque os fazendeiros não cumprem, matam, estupram, roubam, aterrorizam, e não são punidos, e a própria FUNAI tenta encobrir os absurdos.

O governo federal tem que mandar proteção urgente para os índios e mesmo  a minha vida corre risco enquanto eu estiver aqui registrando.

É preciso que continue a se forçar uma atitude do governo federal, que na era Lula deixou matar bem mais lideranças indigenas do que no governo do nefasto FHC. (podem pesquisar, eu juro que não é implicância minha)
Assim como na reforma agrária foi mais latifundiário que os Tucanos.
Esse é o preço da parceria com Sarneys e Barbalhos.
Eu peço, para a própria base petista, para que tome uma providência. Que peça ação urgente por dentro do partido.”
“Ah, e os pistoleiros não são meros capangas de fazendeiros, são empresas de segurança privada barbarizando com a constituição e assassinando os índios a sangue frio com as bençãos da polícia civil, muitas vezes com livre acesso a todos os terrenos por usar viaturas da polícia civil.
Empresas como SEPRIVA e GASP.
Eu estou trabalhando muito junto a aldeia e não tenho mais como articular com o pessoal de fora, mas por favor, não deixem de trabalhar. Está muito muito obscura a situação no mato grosso do sul.
A FORÇA NACIONAL TEM QUE REMOVER OS FAZENDEIROS DO TERRITÓRIO INDÍGENA.”
“Esse é o telefone da Promoção e defesa de direitos humanos, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.
Peçam para o FROUXO do Paulo Maldos tomar uma providência e mandar a força nacional proteger as aldeias.
Gaste 5 minutos do seu dia com isso (61) 2025 9617.”
A recente decisão da Justiça Federal em Naviraí (MS) favorável à reintegração de posse pedida pelo proprietário da fazenda onde vivem os Guarani Kaiowá suscitou uma grande mobilização entre organizações indigenistas e cidadãos nas redes sociais. Milhares de pessoas estão alterando seus nomes de perfis nas redes para fazer menção aos Guarani Kaiowá, num esforço de ajuda e proteção à causa daquele povo.

Ao mesmo tempo, interpretações equivocadas, principalmente sobre uma suposta intenção de suicídio coletivo por parte dos indígenas não contribuem para a solução do conflito e desrespeitam os próprios indígenas.

Visando esclarecer a situação atual do povo Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul, apresentamos a seguir algumas questões relevantes:

1. A grande repercussão que teve a questão dos Guarani  Kaiowá nas últimas duas semanas deve-se a uma carta da comunidade de Puelito Kue, em que os índios reafirmam que não irão sair do território que retomaram e ocuparam há algum tempo, na área de reserva legal de uma fazenda. Essa carta foi motivada pela decisão liminar da Justiça Federal em Naviraí, determinando a retirada dos índios da fazenda. Em nenhum momento a comunidade falou em suicídio coletivo, tratou-se de um erro de interpretação dos apoiadores da causa indígena.

2. A área retomada pela comunidade está em estudo por um Grupo de Trabalho instituído pela Fundação Nacional do Índio (Funai), que atualmente está em fase de conclusão do relatório antropológico.

3. A área de Puelito Kue é uma das prioritárias no plano emergencial de segurança implantado pelo governo federal na região, que conta com 28 agentes da Força Nacional fazendo rondas periódicas nos acampamentos e áreas retomadas. Após a divulgação da carta, a Secretaria-Geral solicitou à Força Nacional a intensificação desse acompanhamento junto à comunidade indígena.

4. A Procuradoria Federal da Funai e o Ministério Público Federal entraram com ação na 3ª Turma do TRF solicitando a suspensão da reintegração, ação que ainda não foi julgada. Até o julgamento, a reintegração não tem data para ocorrer e nem a Funai nem a Polícia Federal foram intimadas a apoiar a reintegração.

5. Após a carta, funcionários da Funai estiveram na comunidade e constataram que está tudo dentro da normalidade, sem ameaças quanto a algum ato extremado da comunidade.

6. A questão dos Guarani  Kaiowá é prioritária para o governo federal que vem apoiando as comunidades através de ações de segurança alimentar, saúde,  segurança pública e reconhecimento territorial através de seis Grupos de Trabalho que estão em campo. 

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