FANTÁSTICO MENTE, e coloca culpa de incêndio na população

Por que tantos incêndios estão ocorrendo nas favelas de São Paulo? (em negrito e em vermelho – os comentários são meus)

Atualmente, qualquer resposta é precipitada, portanto não se pode falar em clima seco, em curto circuitos ou velas esquecidas. Porque apesar do acompanhamento que o Corpo de Bombeiros faz destas ocorrências, esta instituição não presta esclarecimentos à população. Os dados sobre os incêndios na última década poderiam elucidar. Pois, apesar de nunca aprofundarem as investigações, o conjunto de dados permitiriam análises estatísticas que verificariam, com certa facilidade, a existência de correlação entre estes incêndios e a especulação imobiliária, indicando o caráter criminoso, ou afastando-o.

MAS, parece não haver interesse é mais fácil culpar a população e sua suposta imprudência…

Este ano já são 32 incêndios em favelas da cidade de São Paulo. Oito só em agosto.

“No final de julho e de agosto, não tivemos chuvas. E há baixa umidade relativa do ar. Então um princípio de incêndio que poderia ser apenas um barraco, quase que insignificante, há a propagação muito rápida”, explica Jair Paca de Lima, coordenador da Defesa Civil de São Paulo.

O cel. Paca é o mesmo que atrasou a entrega de informações à CPI dos incêndios em favelas de São Paulo, e que se recusou inicialmente a participar de sessões. Aliás, não teria mesmo adiantado, pois não houveram as sessões por falta de QUORUM… isto mesmo, os membros da CPI simplesmente se recusaram a se reunir em número suficiente, ou seja, melaram a CPI. Se não fosse o papel desempenhado (de formiguinha) da blogosfera, inclusive deste que vos escreve, não haveria sequer a prorrogação dos trabalhos da CPI. Mas nós ficamos de olho e acompanhamos atentamente os “trabalhos” da CPI.

Mas, segundo a Defesa Civil, muitas vezes a origem de um incêndio também está nas condições precárias das casas. Curto circuito e vazamento de gás são causas comuns, por exemplo. Outro fator é o descuido com velas, fósforos e cigarros. Em alguns casos ainda, segundo a Defesa Civil, o fogo começa por ações criminosas, causadas por interessados nos terrenos.

VEJA neste ponto que apontam várias razões, e lá no finalzinho, a ação criminosa causada por interessados nos terrenos, mas não aponta estes interessados. TALVEZ queiram, acompanhando a parte inicial do texto, insinuar que são os próprios moradores, como aliás sustentam vários comentaristas nas redes sociais, os mesmos que defendem expulsar estas comunidades destas zonas nobres.

O Fantástico montou três barracos para reproduzir um ambiente de favela. Também colocamos alguns objetos, equipamentos que podem provocar incêndio. Estamos em um lugar seguro: o centro de treinamento de uma brigada de incêndio, com pessoas também preparadas, como Luiz Rogério Guimarães, que é técnico em segurança há 25 anos. Vamos provocar agora um curto circuito, para mostrar o que vai acontecer no barraco onde o curto circuito começou, E também nos outros barracos ao lado.

Atrás da parede de madeira está um funcionário da equipe. Ele coloca fogo no fio da televisão, para simular um superaquecimento.

Com este funcionário colocando uma chama enorme no fio, NÃO DEVERÍAMOS PENSAR EM ACIDENTE, mas em CRIME… é justamente a questão, a cena mostra uma simulação de crime, MAS a matéria descreve como um curto circuito, um acidente, uma fatalidade por culpa dos moradores irresponsáveis… e ainda explica com detalhes em seguida:
Fantástico: Isso acontece porque o pessoal vai ligando um monte de equipamento, um monte de aparelho no mesmo ponto, numa mesma tomada?

Luiz Rogério, técnico em segurança: Exatamente, é a mesma coisa. Imagina uma torneira, várias torneiras saindo do mesmo cano, chega um ponto que não suporta.

O fogo se concentra na TV e em uma das paredes. Até chegar ao sofá. Quando chegou ao sofá se propagou muito rápido.

A simulação chega aos seis minutos e 42 segundos de duração. O primeiro barraco já está totalmente tomado pelo fogo, o segundo também, Aos sete minutos e 15 segundos, a estrutura despencou completamente.

“A propagação se dá pelo fogo, pelo calor, pelo vento”, conta Rogério. O fogo continua queimando por mais 20 minutos. Até que a brigada apaga as últimas chamas.

O que sobrou, então, desse incêndio? Todo o plástico que envolve o fio ficou derretido. No primeiro barraco, a televisão, a parte de plástico também ficou destruída. Já não existe mais nada do sofá, que está completamente destruído.

Do segundo, também não sobrou nada. Os colchões não existem mais também. O terceiro barraco foi o menos atingido. A parede permanece aqui ainda.

Toda esta destruição aconteceu em menos de dez minutos.

Esta descrição em relação ao tempo, é uma forma de limpar a barra do CORPO DE BOMBEIRO e do cel. PACA? afinal, o corpo de bombeiro só sabe lidar com incêndios em favelas pegando na mangueira? jogando água? e o uso de inteligência, isto não existe?
“Incêndio se combate nos primeiros cinco minutos, quando você tem a condição de princípio de incêndio. Depois desses cinco minutos já se torna um incêndio”, segundo Luiz.

Os bombeiros indicam que o combate seja feito nos dois primeiros minutos. Mas então por que as favelas de São Paulo estão sendo destruídas pelo fogo?

Na maior parte das vezes, os bombeiros têm dificuldades para chegar até as favelas. O acesso é bem difícil, por isso é importante a ajuda dos moradores. Na Favela Vila Dalva, Zona Oeste de São Paulo, os moradores têm treinamento. E eles também têm roupas parecidas com as dos bombeiros, capacete, extintor de incêndio.

“Quando tem um incêndio aqui, a população corre atrás da gente, a gente pega extintor, pega capa e vai e entra em ação”, conta a moradora e brigadista Ivani de Santana.

Julio, Ivani e Sandra são brigadistas, eles guardam os equipamentos dentro de casa. Já conseguiram salvar vizinhos.

“Cheguei e as crianças estavam desmaiada, a avó estava desmaiada também. Peguei o extintor, utilizei ele, depois nós fomos resgatar as crianças e a avó. Com muito sucesso, graças a Deus, e deu tudo certo”, conta Julio Cesar Ponciano, morador.

Ao todo, são 20 brigadistas nesta favela de 1.500 casas. O grupo já conseguiu controlar 20 incêndios desde 2003.
Aqui vale lembrar que em 2000, Marta Suplicy foi eleita para prefeitura de São Paulo e ficou até o final de 2004, quando foi substituída por JOSÉ SERRA.  EM 2002, MARTA SUPLICY implantou o programa de prevenção e combate aos incêndios em favelas através de uma estratégias simples – BRIGADISTAS. E desta forma controlou todos os incêndios em seus dois últimos anos de mandato. PORÉM, em 2005, JOSÉ SERRA o extinguiu. Ficando apenas algumas equipes já montadas por MARTA. E KASSAB apesar de um Projeto Lei aprovada pela Câmara Municipal em 2009, não tocou a idéia adiante.

Assim, fica a impressão de que tanto JOSÉ SERRA quanto KASSAB têm interesse (ou protegem os interesses) de que as favelas sejam mesmo incendiadas e a população escurraçada destas regiões NOBRES.
“Na nossa equipe tem aquele que vai ligar para o bombeiro. É importante ressaltar isso, não somos bombeiros, combatemos o principio ali e esperando a chegada dos bombeiros”, explica Ivani.

A brigada é coordenada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

“A situação real é: tem incêndio a qualquer momento, os riscos são muitos. Mas antes do incêndio crescer, eles moram aqui e conseguem chegar rapidamente e conter o incêndio no local de origem”, afirma José Carlos Tomina, técnico do IPT.

Desde 2010, a prefeitura de São Paulo também tem um projeto que treina moradores e equipa comunidades contra incêndio. Ele funciona em 51 favelas – 5% do total na cidade.
TOMINA, o responsável pelo Programa de Segurança Contra Incêndios que foi mostrado no FANTÁSTICO (que não explicou que é vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, e NÃO À PREFEITURA), bem, Tomina relatou que em 2009 procurou a Prefeitura para ajudar com o Know-How mas a prefeitura nunca se interessou, nem deu retorno.
Quando a prevenção não funciona, é preciso recomeçar. Para muitos, no mesmo lugar.

Na Favela Sônia Ribeiro, destruída pelo incêndio nesta semana, os moradores já começaram a limpar o terreno. Querem construir aqui mesmo. Mais uma vez.

“Limpar, levantar e morar de novo. Vou fazer o quê?”, desabafa um morador.

Este comentário da matéria do Fantástico é incrível – “Mais uma vez”…. como se quisesse dizer: 

– Este povo não entende que é pra ir embora!

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Uma resposta para “FANTÁSTICO MENTE, e coloca culpa de incêndio na população

  1. Por favor, tire essa imagem de fundo do seu site!
    Fica muito difícil ler com esse borrado atrás.

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