OCUPAÇÃO INDÍGENA EM BELO MONTE

15 dias de OCUPAÇÃO INDÍGENA EM BELO MONTE

05 de julho de 2012,

Completa 15 dias de ocupação indígena no sitio Pimental UHE Belo Monte.

Os índios ocupam um caixão grande, no futuro uma parede da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, ou não!

Junte-se cerca de 350 índios das 219 aldeias dos nove grupos étnicos e até mesmo a promessa de receber mais pessoas do Xingu. Estes índios representam 10 mil pessoas dos povos tradicionais que habitam o médio Xingu. Quarenta e seis (46) máquinas grandes paradas, as explosões na pedreira perto o caixão não acontecem mais desde o dia primeiro de ocupação, também não são permitidas pelo trabalho indígena no canteiro de obras. Mas alguns serviços, como a segurança patrimonial, parte do administrativo e limpeza são permitidos.

De acordo com um dos funcionários da energia do Norte, cerca de 2000 funcionários estavam sem trabalho nesta parte da obra. Neste período, houve mais de 10 tentativas de várias pessoas que vêm através da energia do Norte, incluindo a Polícia Federal para convencer os índios a liberar a retirada de máquinas-ferramentas no caixão de um monte de trabalho, e todas foram negados, inclusive ontem (06.07.2012) uma empresa balsa que passou no local, possivelmente para tentar remover algumas máquinas também foi mantida em poder dos povos indígenas.

Houve também um pedido de reintegração de posse da empresa, negada pela Justiça que entendeu que os índios estão apenas exigindo os seus direitos. O mais interessante deste processo é que a iniciativa e a organização é toda realizada pelos índios, sem envolvimento de homens brancos nesta ocupação para garantir a legitimidade.

O mais curioso é que a ocupação foi bancada com dinheiro da própria energia do Norte para iniciar a ocupação (uma espécie de subsídio que recebem da empresa), e até o 14 º dia de alimentos (café, almoço e jantar) foram tomadas e bancadas pela empresa, cancelado por índios que se queixava da comida ser ruim e seco, agora fazem sua própria comida, aproveitando a imensa quantidade de peixes no rio e caça que eles encontram para a periferia do caixão.

Reivindicações. Os indígenas reivindicam a presença do Presidente da energia do Norte, Carlos Nascimento, porque já teve reuniões com muitas pessoas, vários documentos em mãos e até agora quase nada foi feito do que deveria já está pronto a mais de um ano, como limitações de componente indígena para o meio ambiente, restrições de licenciamento, que, como o nome indica, são as condições para iniciar o trabalho, e quase nada foi realizado. Incluindo a construção de estradas de acesso às cidades, uma vez que o rio vai secar e vai ficar sem possibilidade de navegação, de um total de 38 condições.

Há também o PBA, Plano Básico Ambiental, que era para ser estudado e aprovado em conjunto com os nativos também a ser introduzidos antes do início da construção. Mas só começaram consultas com os povos indígenas, nem todas as aldeias foram consultados e aqueles que foram consultados não aprovar a proposta do PBA. O documento não tenha ainda sido entregue e o trabalho segue acelerado. E um terceiro documento foi realizada durante a ocupação dos nativos que são uma série de reivindicações que necessitam de ser efetuadas, alguns coberto de condições e de PBA, e outros que não foram previstas pelos homens brancos, por exemplo, o pedido de automóveis, como terá a estrada para chegar à cidade e não têm possibilidade de percorrer esta estrada a pé.

Próxima segunda-feira (09 de julho) tem uma segunda reunião com o Presidente na energia do Norte e prometem ocupar até que as restrições, PBA e reivindicações extras tenham se iniciado e garantidas a continuidade.

Finalmente, acredito que o maior culpado neste processo todo, o que permitiu que a situação para chegar a este ponto é o próprio governo brasileiro que permite a empresa a iniciar as obras, investir em infra-estrutura do trabalho em edifícios na cidade em publicidade nos aeroportos, a publicidade no Rio de Janeiro durante a Rio + 20 (dizendo que a empresa leva benefícios as populações locais) e não começou a maioria das limitações que devem estar prontos.

É agora o povo tem que colocar a sua integridade, seu tempo, casas, famílias, trabalho de lado para ter a ocupar, reinvidicar e, literalmente, lutar pelos seus direitos, para que o Governo faça a sua parte.

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