Desafio PIG – desconstruir LULA

Se durante o Governo Lula, a mídia não foi capaz de derrotá-lo, assumindo a papel de oposição, devido em parte a incompetência dos partidos não aliados, e testando diversos estratégias de combate, ela, no entanto, não esmureceu. Continua firme em seu propósito de destruí-lo.

Ele é Lula. Ela a mídia, que a blogosfera progressista denomina PIG, e que se autointitula mídia independente.

O Governo Lula foi marcado por muitas dificuldades. O primeiro mandato foi bombardeado na Operação Mensalão. Isto mesmo: Operação Mensalão. Se a priori era um escândalo do Governo Lula, a posteriori se desenha como uma armação para levá-lo ao impedimento, e quase conseguiu. Esta operação faz parte de todo um esquema de golpismo, mas que esbarrou na resistência do povo, e na habilidade de Lula em tomar decisões políticas, que conduziram ao sucesso seu Governo.

As sucessivas denúncias feitas pela “mídia independente” quase sufocaram o Governo Lula nos primeiros anos, mas a carência de provas desmaterializou a maior parte das denúncias, que tiveram mesmo efeito apenas de atrapalhar o desembaraçar das políticas do Governo Lula, teimoso, no entanto, em estruturar algumas instituições que foram decisivas, em fases ulteriores, como é a exemplo a Polícia Federal.

Graças a este fortalecimento, foi possível a realização de investigações que culminaram em desvelar o golpe por trás de diversas denúncias feitas pela mídia, de forma sistemática. O caso mais emblemático foi o relativo ao grampo que nunca existiu envolvendo o STF (Gilmar Mendes) e o Senado (Demóstenes Torres). E agora no entendimento da armação que, no passado, culminou com a denominação de aloprados dada pelo próprio presidente Lula, mas que cai direto no colo do PSDB, através dos diálogos gravados (pela PF) entre Dadá (tem que fuder o Barbudo.) e Mino Pedrosa (O PSDB preparou uma armadilha e o PT caiu).

Lula teve a habilidade de redesenhar sua estratégia, e pragmaticamente apostar na política – tanto interna, quanto externa. O resultado? reconhecimento internacional para o desespero da “mídia independente” (PIG) que tentou esconder o fato de todas as formas, não divulgando o sucesso mundial do Governo Lula. Subestimou o poder da blogosfera progressistas, que, por sua vez, sedimentou-se como personagem importante da política nacional (mas isto esta história merece outra postagem). Enfim, apesar de agora se atribuir a Dilma a capacidade de realizar faxina, o que Lula não teria feito, esta não é a história de fato. O que se percebe é que já no Governo Lula, muitas cabeças foram cortadas para que se pudesse continuar em frente. No episódio do falso grampo mesmo caíram (injustamente) figuras importantes. Assim, a “faxina” que Dilma faz, Lula não a temeu, e sim realizou. Perfeitamente? Não. Na verdade, houveram erros, os quais foram importantes como aprendizagem política.

A coalizão pragmática se fortaleceu no segundo Governo Lula. Os ministérios ficaram sob responsabilidade dos Partidos, que foram reconhecidos como parceiros. Ao invés de tentar fiscalizar permanentemente seus aliados, o Governo Lula entregou os ministérios de “porteira fechada”, cobrando no entanto os resultados através de metas. Isto foi extremamente perigoso, mas, segundo minha percepção necessário. Perigoso pelo o que vimos acontecer e explodir neste início do Governo Dilma. Necessário pois o Governo Lula estava sob risco de emperrar. E em um mundo sob crise, não poderia haver espaço para titubeios. Decisão política feita, o Governo se desvencilhou e prosseguiu.

A “mídia independente” perdeu a batalha, mas não se deu por vencida. Armou-se até os dentes e redesenhou seu ataque. A desconstrução de Lula é a meta agora. A estratégia é desligar (e contrapor) Dilma e Lula. Apresentar o Governo Dilma como uma faxina necessária do Governo Lula. Assim, o Governo Lula seria uma herança maldita para o Governo Dilma. Mas, com isto a “mídia independente” perde de antemão parte de sua guerra (golpista!), pois acaba por fortalecer o Governo Dilma, sem garantia de sucesso em destruir Lula. A aposta é alta, e os riscos enormes  – a desmoralização completa. Novamente a blogosfera terá papel importante na sua luta contra a desinformação.

A mídia tenta reescrever a história, uma vez que não foi capaz de escrevê-la. A história luta contra a “mídia golpista” (ou esta luta contra a história!). A mídia aposta na falta de memória, mas em tempos de internet a memória pode ser requisitada a qualquer momento. As formiguinhas trabalham.

A SEGUIR MATÉRIA DO BURRIL 247:

Fator Juquinha confronta Lula e Dilma até 2014

07 de Julho de 2012 às 07:27

247 – Alfredo Nascimento, ex-chefe dos Transportes, foi o primeiro ministro a ser “faxinado” pela presidente Dilma, no início do ano passado. Logo que voltou ao Senado, Nascimento deu voz a um sentimento que ainda era incipiente. “O barbudo tem que voltar”, disse ele, no plenário do Senado, a senadores próximos.

Um dos líderes do PR, Nascimento recebeu um ministério entregue com “porteira fechada”. O que permitiu ao partido indicar aliados em cargos estratégicos como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, que era chefiado por Luiz Antônio Pagot, e a Valec, estatal ferroviária comandada por José Ribeiro das Neves, o Juquinha.

Esse estilo de construção de apoio político, o da porteira fechada, veio no segundo mandato de Lula. No primeiro, tudo se fez num outro modelo – o do mensalão – que será julgado a partir de 2 de agosto deste ano. A entrega de cargos com porteira fechada consiste em, também, fechar os olhos para o que se passa dentro da porteira – é o famoso “deixar roubar”.

Alfredo Nascimento não era o único a trabalhar dessa maneira. Logo depois dele, a “faxina” de Dilma atingiu aliados do PMDB, do PC do B, do PP e de outros partidos – o que deu à presidente um nível de popularidade de 70% ao se afastar do mundo político e consolidar a percepção de que, ao menos, tenta combater o “malfeito”.

Do ponto de vista de imagem, Dilma ganhou pontos junto à opinião pública. Mas, no mundo político, cresceu a percepção antes ecoada por Alfredo Nascimento de que “o barbudo tem que voltar”. Lula é o político mão aberta. Dilma, a gestora mão fechada.

O problema é que o modelo anterior talvez tenha se esgotado, uma sociedade cada vez mais aberta e transparente como a Brasília. O modelo de coalizão da “porteira fechada”, muitas vezes, termina em porta em cadeia, como no caso Juquinha. Quando um político é nomeado para um cargo que deveria ser eminentemente técnico, como era o caso da Valec, ele arrecada para seus padrinhos e acaba formando seu próprio pé de meia. Juquinha, em oito anos, fez um de R$ 60 milhões.

Será que a sociedade brasileira quer a volta desse modelo?

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Uma resposta para “Desafio PIG – desconstruir LULA

  1. FHC já sentiu o cheiro de queimado que Lula é será o próximo candidato para promover a maior derrota de todas história para esses. De tão tono esse nem percebe que cada décimo de queda do PIB significa milhões de Mw sobrando.

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