O estilo Dilma e a greve nas universidades

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/05/greve-nas-universidades-e-o-silencio.html?spref=tw

No Blog do Miro pode-se ler a seguinte análise:

“o ônus por essa paralisação deve ser atribuído tão-somente ao misto de descaso, arrogância e teimosia com que o governo Dilma Rousseff vem tratando os docentes federais e suas demandas.


Bastaria um pouco mais de boa vontade por parte do governo, ao invés de seguidamente “enrolar” os representantes dos professores, adiar a tomada de decisões e, no que já parece ser um traço distintivo do “estilo Dilma”, tensionar ao máximo a questão e, ao mesmo tempo, recusar-se a agir sob pressão, e a greve – que neste momento se amplia e que acabará por penalizar professores, funcionários e, sobretudo, alunos – teria sido facilmente evitada.”

…..

Agora (23.05 às 16:00h) o Ministro Aloizio Mercadante (Ministério da Educação) em entrevista coletiva fala que o Governo Federal cumpriu, embora com o atraso, o acordo, mas ressalta que dentro do período de negociação.

….

por que depois de tantos anos, ainda está tão difícil assegurar as exigências da categoria?

MERCADANTES: A última greve importante foi em 2005, assim, até que tivemos um período mais prolongado agora. Agora de fato, no acordo, nós não tínhamos previsto para agora o plano de carreira, isto estava previsto somente para 2013. O Governo ainda não apresentou uma proposta devido à complexidade do tema. A  negociação está em aberto. Por isso, não vejo a necessidade da greve agora.

VEJA: A infraestrutura. Houve expansão de universidades, mas com problemas de infraestruturas. Por que o Governo resolveu inagurar estas IES? e se há 70% de adesão, o senhor não acha que há motivo?

MERCADANTES: As questões de infraestrutura são históricas. Mas os que foram inaugurados apresentam um nível de infraestrutura muito diferente do passado. Mas nós temos que começar cursos mesmo com deficiência na infraestrutura, por extrema necessidade de formar profissionais. Um médico demora 6 anos para se formar. É ainda um privilégio se formar em uma Instituição pública. São 3.427 obras, das quais apenas 34 paralisadas e 86 canceladas. Os problemas não são tão graves quanto o que se quer desenhar.

Houve uma expansão fantástica, mas apenas problemas localizados. A discussão é outra. É a questão da carreira docente. Mas ainda estamos dentro do período de negociação.

A segunda questão, o motivo da greve é a demanda por aprimoramento da carreira de docente. Mas temos ainda tempo. Na negociação é para 2013.

………

MERCADANTE: O Governo teve um pequeno atraso, mas não justifica a greve.

JORNALISTA: O MEC está acompanhando o processo?

MERCADANTES: Sim. Estamos acompanhando e procurando as soluções. O ministério do Planejamento é que está resolvendo a questão do orçamento. O apelo que farei é exatamente este momento, em que estamos expondo as questões.

O MEC está tratando com uma categoria altamente qualificada, e não estamos levando em consideração a questão de números, se há adesão de 70% ou menos. Amanhã falarei sobre o ENEM a partir das 16:00 horas.

A PRESIDENTE DILMA apresentou MEDIDA PROVISÓRIO com reajuste de 4% retroativo à março. Um dos fatores para o atraso foi a morte de nosso Secretário, em circunstâncias delicadas, e os professores sabem disto. Tivemos que retomar toda a memória das negociações e isto também atrasou a agenda, além das dificuldades nas casas legislativas no processo de tramitação.

 

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Uma resposta para “O estilo Dilma e a greve nas universidades

  1. Nós alunos das Universidades Federais já estamos sendo penalizados pelas condições precárias de nossas universidades há muito tempo! Por isso estamos também em GREVE!!

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