GUERRA: PSDB quer cassar mandato de PROTÓGENES

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Exclusivo: PSDB quer cassar Protógenes

Exclusivo: PSDB quer cassar ProtógenesFoto: Divulgação_Divulgação_Ivaldo Cavalcante_Sergio Lima/Folhapress

REPRESENTAÇÃO ENCAMINHADA PELO PRESIDENTE DO PARTIDO, SÉRGIO GUERRA, APONTA LIGAÇÕES ESPÚRIAS DO DEPUTADO E EX-DELEGADO COM O SARGENTO DADÁ; DOCUMENTO PEDE QUE ELE TENHA DEZ DIAS PARA DEFESA E SUGERE A PERDA DO MANDATO; LEIA A REPORTAGEM DE CLAUDIO JULIO TOGNOLLI

19 de Abril de 2012 às 10:00

Claudio Julio Tognolli _247 – O PSDB ingressou na Corregedoria da PF com representação contra o deputado comunista Protógenes Queiroz, por suas ligações espúrias contra o “fac totum” do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o sargento Dada.

Obtida pelo Brasil 247 com exclusividade, a representação é incisiva. “Chegaram ao conhecimento público, por meio de notícias publicadas em diversos órgãos da imprensa brasileira, denúncias envolvendo Deputado Federal PROTÓGENES QUEIROZ que prejudicam a imagem da Câmara dos Deputados perante a sociedade brasileira e contrariam os padrões éticos exigidos dos membros desta Casa Legislativa.Trata-se das relações suspeitas mantidas pelo representado, Deputado Protógenes Queiroz, com o Sr. Idalberto Matias Araújo,vulgo “Dadá”. As informações publicadas dão conta de conversas mantidas entre ambos, em que o Deputado Protógenes Queiroz é flagrado combinando encontros particulares com o referido araponga com vistas a instruí-lo acerca de sua defesa perante a Polícia Federal, em inquérito em que constava como investigado”.

Para você entender o contexto: A página 459 da denúncia oferecida contra Carlos Cachoeira, pelo Ministério Público Federal de Goiás, na Operação Monte Carlo, é um dissuasivo nuclear que está tirando o sono de muita gente. Nela está degravada uma escuta telefônica em que Idalberto Matias de Araújo, o sargento Dadá, (braço direito de Cachoeira, preso da Monte Carlo, e agente recrutado por Protógenes Queiroz na Operação Satiagraha) confessa a interlocutores que está criando, com amigos, uma empresa de segurança privada chamada “Satiagraha” – justamente o nome da operação que imortalizou Protógenes por ter prendido, temporariamente, o banqueiro Daniel Dantas.

A gravação foi feita a partir das 13h29 minutos, pela PF, no dia 4 de abril de 2011. Durou dez minutos e treze segundos. Na conversa, há trechos como “o negócio de Minas Gerais ainda não fechou. Evaldo tá criando a empresa Satiagraha”. Fala-se na criação de uma home page para a empresa Satiagraha e na presença, na futura empresa, de pessoal treinado em Israel, EUA, Iraque, e Afeganistão – ou seja, ex-militares dos EUA. Os cursos para os demais membros a serem dados no Rio de Janeiro, com intuito de “vender segurança para a América do Sul”.

Para você entender a kriptonita que esse trecho representa aos heróis das esquerdas, como Protógenes Queiroz, há que lembrar o seguinte: ao pedir a CPI da Monte Carlo, Protógenes vai sacrificar dois de seus ex-empregados-arapongas. Ambos foram pegos pela PF na Operação Monte Carlo, por cuja CPI Protógenes ora luta.

Um deles é policial Jairo Martins de Souza. Foi ele quem gravou a fita que detonou, em 2005, o escândalo do Mensalão. Trata-se da cena em que um ex-funcionário dos Correios, Maurício Marinho, aparece recebendo uma propina de R$ 3 mil. A fita foi entregue ao jornalista Policarpo Júnior, que é amigo de Jairo Martins, e hoje, além de dirigir a sucursal da revista Veja em Brasília, é redator-chefe da publicação.

De acordo com a acusação do Ministério Público, Jairo Martins era um “empregado” da quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Recebia R$ 5 mil mensais e tinha a função de cooptar policiais e também levantar informações que pudessem prejudicar os negócios do grupo.

Em 2005, na crise do Mensalão, Jairo Martins depôs no Congresso, e disse que gravou a fita com Maurício Marinho por “patriotismo”. Não se sabe, ainda, se Cachoeira estaria por trás da denúncia.

A CPI da Operação Monte Carlo também vai ter como um de seus alvos o segundo ex-braço direito do deputado Protógenes na Satiagraha: o sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo, o Dadá. Saído do Cisa, o serviço secreto da Aeronáutica, justamente para cumprir a missão presidencial da Satiagraha, Dadá foi preso pela PF na Operação Monte Carlo. Na Satiagraha, foi Dadá quem aproximou Protógenes da Abin. E foi justamente essa participação dos arapongas que acabou por invalidar a operação no STJ – o que o Ministério Público agora tenta reverter.

A representação do PSDB quer que a Corregedoria da PF investigue tudo isso também:

Leia, abaixo, a representação encaminhada pelo PSDB ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RS):

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