É NOTÍCIA: ALDO REBELO

COMECEI ATRASADO….

ALDO REBELO: (fala do passado no jornalismo)

KENNEDY: Por que trocou o jornalismo pela política?

ALDO: Eu fui para o movimento estudantil. Isto me tirou do jornalismo.

KENNEDY: O sr. é do PCdoB que sofreu muito com a ditadura. O sr. acha que houve erro na luta armada?

ALDO REBELO: Acho que foi . Uma parcela do povo foi para a luta armada, como resistência e protesto. A luta armada não seria um caminho, mas compreendo o gesto de quem adotou esta opção.

KENNEDY: A questão da anistia. O senhor votou contra uma lei proposta pela Erundina. Qual é a sua opinião?

ALDO: Meu voto foi simbólico. Havia orientação da base do Governo. E eu acompanhei. Eu participei da luta pela anistia. Nós não tinhamos ilusão. O mais importante era trazer de volta todos os exilados e tirar da cadeia lideranças importantes. Isto era o fundamental. E aí o que o Congresso podia votar era esta anistia que está aí.

KENNEDY: E o processo contra o cel Curió. O senhor acha que se encontrou aí uma brecha?

ALDO: Esta é uma agenda difícil. Temos que olhar para o passado com sentido crítico, mas o País tem que olhar fundamentalmente para o presente e para o futuro. Houve o esforço para criar a comissão da verdade, que tem a tarefa de olhar para o passado e dá a tranquilidade de que estes crimes que são recorrentes na história do Brasil não volte a acontecer.

KENNEDY: O Sr. acha bom que haja a punição ao cel Curió?

ALDO: O STF vai encontrar a solução. Ninguém pode perdoar ou absorver crimes contra os direitos humanos como os que foram praticados no Brasil. A sansão moral em primeiro lugar. A anistia nós já tivemos várias em vários períodos da história do Brasil. E a anistia sempre foi o ponto de pacificação da sociedade, não é uma absorvição mas uma forma de encontrar soluções.

KENNEDY: Por que torcer pelo Palmeiras?

ALDO: Porque acompanhávamos pelo rádio. E os três grandes clubes eram Santos, Botafogo e o Palmeiras, que sempre rivalizava com o Santos.

KENNEDY: o Ricardo Teixeira deixou a CBF, depois de uma gestão polêmica. Qual sua avaliação em relãçao ao período de Teixeira.

ALDO: Há muitas formas de vê o sr. Teixeira. Tem a forma positiva. As conquistas vitoriosas da seleção. Mas tem a forma negativa também. Não mordenizou a governança do esporte. Eu fiz parte de uma CPI que investigou a CBF mas eu creio que o mais importante é o futebol, apartir das federeções se modernizarem.

ALDO: Eu acho que deve haver uma adoção de modelos institucionais que permitam a renovação das direções, participação dos associados. Tem que ter uma gestão profissional. Tem que gerar rendas, empregos, resultados além de futebolísticos, resultados profissionais.

KENNEDY: A presidente Dilma cortou o oxigênio de Ricardo Teixeira.

ALDO: Não creio que o Governo tenha sido responsável pela saída do senhor Teixeira. Isto se deveu a questões com a FIFA. Eu nunca recebi nenhuma opinião ou orientação da presidente em relaçaõ a Ricardo TEixeira ou CBF. Então, não posso fazer nenhuma inlação.

INTERVALO

KENNEDY: Já uma rebelião contra o novo presidente da CBF. Os clubes terão força para derrubá-lo?

ALDO: Não acho que isto vá acontecer. Acho que haverá uma acomodação.

KENNEDY: o STF consagrou a questão da autonomia dos clubes. O sr. pretende ter iniciativa em criar agência regulatória?

ALDO: Claro. E não só para o futebol. É para todas as ligas. Deve haver métodos de controle e de transparência. Mas acho que não precisa de agencia. Acho que se deve é condicionar a existência de isntrumentos que regulem, e que gerem compromissos.

ALDO: Isto depende de vc construir dentro da legislação as condições para o acesso a benefícios públicos.

KENNEDY: Os clubes receberam benefícios (timemania..) foi um erro?

ALDO: Não creio. As pessoas tem algum preconceito. Porque não nasceu no mercado o futebol. Assim, qualquer apoio ao futebol é bem vindo. Incentivos ao futebol deve ser uma coisa natural. Mas é preciso impor que haja retorno – emprego e transparência.

ALDO: Eu vejo uma exigência maior em relação aos clubes do que em outras atividades em relação às renegociações de dívidas. Os clubes devem ser cobrados a

KENNEDY: Uma bolsa para um esporte tão caro para um neto de Fittipaldi? Isto não é complicado … uma bolsa atleta?

ALDO:  O ministério tem investido muito e valorizado a parte mais carente do País, inclusive indígena. Agora, a eu tenho que obedecer a lei, e se o projeto está dentro da lei, eu não posso negar. Eu posso ser processado. Assim, lamentavelmente nem sempre os mais carentes dispõe das condições para contratar um escritório competentes.

KENNEDY: E o episódio do “chute no traseiro”. Este episódio está superado? A FIFA nao tá exigindo demais? ou Brasil prometeu demais?

ALDO: Bem acho que se deve ter modos. Mas o episódio está superado. A FIFA não fez nenhuma exigência exclusiva ao Brasil.

ALDO: O Presidente Lula assinou um compromisso com 11 pontos. São coisas diversas. Tudo como em outras situações. E dentre os pontos – está o direito a apresentar produtos e vender produtos durante a copa.

KENNEDY:

ALDO: o Governo tem o compromisso de respeitar o acordo. como há leis federais e estaduais, pretendeu-se resolver tudo de uma vez. Mas isto vai ser um pouco mais difícil.  mas vai ser resolvido.

INTERVALO

KENNEDY: como está o cronograma para a Copa?

ALDO: A Obra que mais preocupa é a seleção. O Brasil precisa ganhar. Os estádios estão com cronograma adiantados. As obras estão em ordem. Então eu creio que não teremos nenhum problema. Nem nas telecomunicações que hoje é um problema. Hoje durante o carnaval por exemplo há uma crise durante grandes eventos. Mas iremos enfrentar tudo isso.

Os problemas crônicos estarão resolvidos (mesmo os de mobilidade).

KENNEDY: Os estádios vão se transformar em elefantes brancos?

ALDO: Não creio. Veja o caso de Brasília. Não há atualmente espaços para realização de esporte, shows e outros. Em São Paulo, mesmo há necessidade de que estes espaços sejam construídos.

KENNEDY: Durante o Gov. Lula, o sr. presidiu a câmara dos deputados. Há uma crise atual na relação com o governo. qual a gravidade disto?

ALDO: As relações sempre foram tensas, mesmo no período militar. Então eu creio que isto é um reflexo dos desequilibrio dos pais em suas instituições.

KENNEDY: Há dois pesos e duas medidas

ALDO: a tensão existente em um governo de coalização é normal. Não há partido hegemônico. Tem que se administrar isto sempre.

ALDO: Os aliados devem ser ouvidos. Porque o PT já é o partido majoritário, então é preciso dá atenção aos aliados, porque são importantes.

KENNEDY: O Código Florestal. O sr fez um relatório muito favorável aos ruralistas?

ALDO: Eu fiz um código na busca de equilíbrio – protegendo meio ambiente e equilíbrio. Mas os legisladores desconheciam a questão do mundo da agricultura, e a a legislação inviabiliza. O lobby internacional se beneficia e se aproveita desta visão.

ALDO: Nós temos que preservar e produzir. As duas coisas. Alguns ambientalistas não veem o lado da produção.

KENNEDY: mas há críticas de instituições respeitadas.

ALDO: Eu fui escutar pesquisadores do EMBRAPA no Brasil todo. Há um custo terrível em se manter uma legislaçao proibitiva para a produção. Nós precisamos de áreas para a produção de alimentos.

KENNEDY: Anistia de quem desmatou. Quem não desmatou não fica assim prejudicado?

ALDO: Não. Porque você não pode fazer uma lei retroagir punindo quem foi estimulado a desmatar. 99% dos anistiados estão nesta condição. Não há anistia para desmatamento criminoso. Mas uma suspensão de multas para aquelas condições.

KENNEDY: Esta medida do pres. Lula não beneficiou quem desmatou?

ALDO: Não. 99% desmataram em um período em que isto era legal. Mas a mudança da legislação tornou crime.

ALDO: A recomposição da área desmatada é outra questão.

KENNEDY: Eleições municipais. O seu partido tem um candidato o Netinho. E aí… qual o caminho? deve fazer a aliança com Haddad?

ALDO: Temos histórico de aliança, mas entendemos que para o segundo turno.

KENNEDY: seus projetos alguns são polêmicos – a questão da língua portuguesa e do dia do Saci.

ALDO: Temos que defender nossa cultura. Por isso a defesa da lingua portuguesa. Nada contra outras culturas. O dia do Saci é uma homenagem a Monteiro Lobato e de valorizar o folclore Nacional.

ALDO: Lula – a promessa que se realiza.

DILMA: A Consagração da democratização do País.

FHC: um intelectual tentanto entender o Brasil.

COLLOR: Foi punido em uma tempestade.

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2 Respostas para “É NOTÍCIA: ALDO REBELO

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