Eu e o meu Dadá…

Este é um período de Dadás… tem o Dadá do Amaury Jr…. Tem o Dadá do Demóstenes Torres… É Dadá pra tudo que é lado….

Então, eu me lembrei do tempo em que morei em Belo Horizonte.

Eu sou cirurgião dentista e em 1996 fui para Belo Horizonte fazer mestrado em Microbiologia.

Um dia entrei em um ônibus, na avenida Antônio Carlos, em uma parada da UFMG.

Subi… sentei ao lado de um senhor magro, negro e sorridente.

Ele começou a puxar assunto.

Dizia que tinha sido um grande jogador de futebol. Que cansara de sair do estádio Mineirão carregado nos braços da torcida. Só parou quando começaram a dar dedada no cu dele.

Eu achei aquilo muito engraçado. Ele tinha uma espontaneidade fantástica.

Eu, na minha ignorância, não tinha a mínima idéia de quem ele era.

Ele continuava falando que tinha tido muito sucesso, dinheiro… mas que tinha disperdiçado tudo com boemia, mulheres… e profetizava que logo logo estaria de volta ao espaço midiático.

Que já conseguira um contrato que lhe garantira a casa pela MRV. E que logo logo estaria comentando futebol e esporte nas telas de TV….

Eu, sinceramente, não tinha a menor idéia de que existisse um ser humano que pudesse parar no ar feito beija-flor… fui descubrir isto muito depois… ao passar mais tempos em Belô.

Enfim, nestes tempos de Dadás… bom mesmo, é o Dadá Maravilha que levou dedada no cu e voava como beija-flor e mantinha um riso largo mesmo diante de um ignorante com eu.

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