Paulo Freire – Patrono da Educação Brasileira

JUSTIFICAÇÃO
Nascido na cidade de Recife/PE, em 19 de setembro de 1921, Paulo Reglus Neves Freire ficou órfão aos 13 anos de idade, teve uma infância difícil, chegando a passar fome.
Adulto formou-se em Direito mas nunca exerceu a advocacia. Em 1960, desenvolveu um método, simples e revolucionário, de alfabetização de adultos. Em 1963 realiza sua primeira grande experiência, alfabetizando, no Rio Grande do Norte, cerca de trezentos camponeses, em apenas quarenta e cinco dias.
Durante o governo João Goulart , 1964, coordena o Programa Nacional de Alfabetização, com o objetivo de alfabetizar cinco milhões de pessoas, elevando-as em sua condição de cidadãos, pois, analfabetos não podiam votar.
A “pedagogia da libertação” se contrapunha à “pedagogia da dominação”. Paulo Freire pregava a necessidade do diálogo entre mestres e alunos e que o processo educativo devia partir da realidade da vida cotidiana das pessoas. Assim, uma das primeiras medidas adotadas por Paulo Freire foi abolir as cartilhas padronizadas e firmar o conceito das “palavras geradoras”. A experiência clássica foi a alfabetização dos operários que construíam Brasília nos anos de 19960. Apresentava-se a palavra geradora “tijolo”, depois separavam-se as sílabas, “ti-jo-lo”, em seguida mostravam-se as famílias fonêmicas e a partir daí os alunos deveriam formar palavras com as novas sílabas.
Doutor honoris causa em 28 universidades, reconhecido em todo o mundo como um dos mais importantes pensadores brasileiros do século XX, Paulo Freire teve sua obra traduzida em vinte e oito línguas, publicando mais de quarenta livros.
Preso em 1964 pela ditadura militar exilou-se no Chile, onde escreveu sua obra mais conhecida: Pedagogia do Oprimido. Trabalhou como consultor da Unesco e do Conselho Mundial de Igrejas. Às vésperas da Anistia , em 1979, retorna ao Brasil onde passou a lecionar na Universidade Estadual de Campinas e na Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo.
Em 1989 é convidado a assumir o cargo de Secretário Municipal de Educação de São Paulo, na gestão da prefeita Luiza Erundina, provocando uma verdadeira revolução educacional na cidade de São
Paulo.
Paulo Freire faleceu em 2 de maio de 1997. Sobre educação, costumava dizer: “A tradição brasileira, profundamente autoritária, coloca sempre o formando como objeto sob orientação do formador que funciona como sujeito que sabe. É preciso deixar de ser assim. Conhecimento não se transfere, conhecimento se constrói.”

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