Andreu Luis da Silva de Carvalho – Pedro Rios participa e te convida para mais este ato contra a injustiça

http://www.redecontraviolencia.org/Atividades/785.html

PEDRO RIOS LEÃO

Eu estou tendo dificuldades para usar a voz e isso tem causado uma certa dificuldade de articulação para mim, no momento.

Mas estarei presente em manifestações pela causa de pinheirinho e pela dignidade humana.

Amanhã, as 10:30 da manhã,

estarei em frente ao TJ do Rio, para apoiar mais uma luta contra a violência e o descaso do estado e para continuar minha denúncia e a pressão sobre o caso pinheirinho.

QUEM FOR DO RIO E QUISER IR COMIGO, ACOMPANHANDO A REVOLTA, ME ENCONTRE AS 10H DA MANHÃ NO METRÔ DE BOTAFOGO.

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A luta pela exumação do corpo de Andreu é mais um capítulo na história de Deize Carvalho.

Na sua incansável busca para que seja feita justiça em relação ao assassinato de seu filho, ela tem enfrentado todo tipo de bloqueios e pressões dos órgãos desse Estado.

Tudo é feito para que ela “esqueça” o caso.

Como em muitas outras situações, a estrutura prisional, policial, e particularmente a “justiça”, vem fazendo o possível para que esse crime não seja conhecido e nem apurado. Mais uma vez um jovem filho do povo é barbaramente torturado até a morte.

Todo esse bloqueio decorre do fato de que essa exumação pode trazer informações, provas e evidências desse bárbaro crime que permitiria provar que esse é outro assassinato cometido por agentes do Estado dentro da estrutura prisional pública.

Para Deize já são quatro anos nessa luta!

Em 2009 essa exumação já havia sido concedida por ordem judicial, e não havia sido encaminhada. Deize encaminhou várias solicitações legais, insistiu com os órgãos públicos, mas como sempre, medidas burocráticas eram apresentadas para impedir e protelar qualquer apuração.

Depois de muita insistência da parte de Deize, depois de várias solicitações jurídicas e de nenhuma providência ter sido tomada, um ato público foi convocado em frente ao IML no dia 19 de janeiro de 2011. Diante da pressão na rua, com panfletos, cartazes, faixas e com a presença incansável de mães e familiares de outros jovens desaparecidos e assassinados em circunstâncias semelhantes, a direção do IML chamou Deize para conversar prometendo que a exumação seria feita e com um novo laudo. A primeira pergunta do diretor do IML foi se Deize havia fotografado Andreu no dia do seu sepultamento.

A preocupação do diretor já anunciava o que viria depois: no dia da exumação os funcionários ficaram surpresos com a quantidade de pessoas e inclusive não queriam abrir o caixão… o laudo que resultou dessa exumação foi “inconclusivo”! Nem mesmo respondeu às várias questões essenciais que o promotor havia solicitado. Mais uma vez o peso da burocracia, a omissão da “justiça” e a continuidade da impunidade era o resultado de tanto esforço!

Tudo foi conduzido para que fosse confirmando o 1º laudo, de forma a manter a impunidade dos assassinos de Andreu. Para manter o clima de terror no CTR (Centro de Triagem), agora chamado de “Professor Gelson Amaral ” e no Degase. Nesse 1º laudo a conclusão, absurda, era de que Andreu havia caído ao tentar fugir pulando um muro de 6 m de altura!

Durante esse período, devido a luta e a insistência de Deize, um fato importante aconteceu: o Ministério Público denunciou seis agentes de disciplina (que, inclusive, afirmaram, em depoimento, terem agredido Andreu) no dia 30/05/2011, e o Tribunal de Justiça a acatou no dia 30 do mês seguinte.

Mesmo diante de tanta lentidão da Justiça, Deize não perde a disposição de lutar. E então ela inicia sua luta pela 2ª exumação. Nova ordem judicial foi emitida e até agora não foi cumprida.

A luta da família de Andreu e a exigência de punição para esses criminosos seguirão em frente até que se faça Justiça. Basta de atrocidades e impunidade para os criminosos que fazem parte do Estado!! Punição para torturadores e assassinos do Degase, e todas as dependências prisionais do estado do Rio de Janeiro!!!

Convocamos todos a participarem do ato público, DIA 08/02/2012, às 10:30, em frente ao Tribunal de Justiça, no Centro!!!

Organizadores: Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, Cebraspo e Projeto Legal

Apoiadores: Sindpetro, Mães de Maio (SP), Núcleo de Mães de Vítimas de Violência do Estado, Grupo Tortura Nunca Mais, Justiça Global, Projeto Moleque, Mandato do Deputado Marcelo Freixo

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DEGASE

Exigimos Justiça para Andreu!
Chega de massacres nas dependências do Degase!

No dia 1º de janeiro de 2008, iniciou-se na vida de Deise Silva de Carvalho, uma batalha árdua. Seu filho Andreu Luis da Silva de Carvalho foi barbaramente torturado e assassinado nas dependências do CTR (Centro de Triagem) por seis agentes do DEGASE – Departamento Geral de Ações Sócio Educativas, que já o haviam jurado de morte. Esse juramento ocorreu a partir de uma publicação da imprensa em que Andreu denunciava a situação no Degase.

Após a prisão ilegal e arbitrária, Andreu foi enviado para o DEGASE, uma instituição destinada a “ressocializar” jovens. Dessa forma, sob a custódia do Estado, Andreu foi submetido ao interrogatório tradicional da instituição, com humilhações, agressões e violência de todo tipo, para confessar uma culpa que não tinha. Andreu, ao reagir à agressão dos agentes, foi submetido a uma cruel sessão de torturas. Além disso, Andreu teve traumatismo craniano, cortes contundentes, devidos às perfurações feitas por cabo de vassoura, entre outras barbaridades.

De acordo com a denúncia, usando pedaços de madeira, um saco repleto de cocos e uma lata de lixo, os agentes Wilson Santos, o Manguinho, Flávio Renato Alves da Silva Costa e Marcos César dos Santos Cotilha (o Da Provi) dominaram o adolescente Andreu Luiz da Silva de Carvalho, à época com 17 anos e o agrediram por quase uma hora. A denúncia relata ainda que os agentes Wallace Crespo Rodrigues (Seu Gaspar), Dorival Correia Teles (Paredão) e Arthur Vicente Filho (Mais Velho ou Coroinha) não só foram omissos em evitar as agressões que resultaram na morte do rapaz, como participaram da agressão, dando socos e chutes.

Deise, mãe de Andreu, durante 1.246 dias, esperou por uma resposta da justiça. Como Deise costumava dizer: “Perdi meu filho, mas não a vontade de lutar!” Na verdade, esses agentes, não esperavam que existisse uma mulher negra, pobre, digna, buscando justiça para que as leis venham a ser cumpridas.

Este caso é mais uma prova da política de extermínio e criminalização da pobreza no Rio de Janeiro.

Declaração de Deise, mãe de Andreu

“É com muita indignação que faço esse protesto. Meu filho é filho de uma mulher negra e pobre. Não teve direito à justiça, pois a mesma é burlada diariamente pelas mesmas instituições que o mataram. Que não respeitam nenhum direito quando se trata de famílias pobres. O povo é convocado em época eleitoral, depois é tratado com completo desrespeito.

O que leva o IML a não fazer o exame de Andreu? No primeiro momento eles alegaram que o muro caiu sobre ele?! Esse absurdo para não atestar a morte por tortura. A prova disso é que há três anos venho lutando pela exumação e exame do corpo e até hoje nada foi feito.

O primeiro mandado judicial foi expedido desde abril de 2009, o segundo, em 26 de novembro de 2010 e até hoje não foram cumpridos.”

Carta da Deise
Pedido de colaboração

Como todos sabem, estou enfrentando uma batalha judicial muito árdua contra o Estado, para punir os assassinos de meu filho. Todos sabem que não possuo recursos financeiros para pagar um valor do nicho que custa R$4.000 (quatro mil reais). Por este motivo, venho pedindo ajuda de todos os amigos e companheiros, que possam me ajudar com o valor que puderem, dentro de suas condições.

Venho pedir que me ajudem também a divulgar para todas as entidades organizadas que lutam por igualdade. E a todos, dentro da lei, que me ajudem como puderem, a manter os restos mortais de meu filho no cemitério São João Batista, aonde ele se encontra.

Conto com ajuda de todos. Um grande abraço! Deise Carvalho
Uma mãe que não desiste de seu filho, nem mesmo depois de morto!

http://www.torturanuncamais-rj.org.br/jornal/gtnm_77/violencia_Rio_de_Janeiro.html

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